João e o  Pé de Feijão
Conto do Folclore Inglês

Depois de algumas horas subindo, chegou a um país estranho. Ali encontrou uma bonita moça, com sorriso encantador, que lhe perguntou como havia chegado lá.

- Você se lembra de seu pai? perguntou-lhe a moça.
- Não! Mamãe sempre chora quando falo nele e não me diz nada, respondeu ele.
- Sou a fada protetora de seu pai. As fadas estão sujeitas a leis, como os homens, e quando erram perdem o seu poder por alguns anos. Eu estava incapaz de ajudar seu pai quando ele mais precisou de mim e por isso ele morreu.
A fada parecia tão triste que João, comovido, pediu-lhe que continuasse a falar.
- Seu pai era muito bondoso, continuou ela. Possuía uma boa esposa, empregados fiéis e muito dinheiro. Teve, porém, um amigo falso, um gigante que ele havia ajudado e que o matou, roubando tudo o que ele tinha. Ele fez sua mãe prometer que nunca lhe contaria nada, sob pena de matá-los também. Eu não pude ajudá-la. Meu poder só reapareceu no dia em que você foi vender sua vaca. Fui eu que fiz você trocar a vaca pelos feijões e o pé de feijão crescer tão depressa. O malvado gigante vive aqui e você deve livrar  o mundo deste monstro. Pode apossar-se legalmente de sua casa e de suas riquezas, porque tudo pertencia a seu pai e é seu, mas não deixe sua mãe saber que você está a par desta história.
João perguntou-lhe o que devia fazer:
- Vá seguindo por esta estrada até encontrar uma casa grande, parecida com um castelo. É aí que o gigante vive. Aja de acordo com seu próprio modo de pensar. Boa sorte!
A fada desapareceu e João caminhou até o sol se pôr. Com alegria, avistou a casa do gigante.

Uma mulher de aparência simples estava à porta. Ele pediu-lhe um pedaço de pão e um lugar para dormir. Ela ficou muito surpresa e disse que não era comum aparecer ali um ser humano. Seu marido, um gigante poderoso, não gostava de pessoas rondando perto de sua casa e ficava muito bravo... João ficou amedrontado, mas insistiu para que ela o deixasse passar a noite lá, escondendo-o do gigante. Finalmente, ela concordou. Entraram e ela  lhe deu de comer e beber. De repente, ouviram uma batida forte na porta, que fez a casa estremecer.
- É o gigante, disse a moça. Se ele o vir aqui, matará você e a mim também. Que farei?
- Esconda-me no forno, pediu João.
O forno estava apagado e João entrou nele bem depressa. De lá, ouvia o gigante gritar com a mulher. Depois de muito brigar, o gigante sentou-se à mesa. João espiou por uma fenda no fogão e ficou horrorizado ao ver a quantidade de comida que ele ingeria. Quando terminou, virou-se para trás e gritou para a sua mulher, com uma voz de trovão:
- Traga a minha galinha!

Ela obedeceu e colocou sobre a mesa uma bela galinha.
- Ponha um ovo! ordenou ele.
 Imediatamente, a galinha pôs um ovo de ouro.
- Ponha outro! continuou ele.
Cada vez que assim ordenava, ela punha um ovo maior do que o outro. Durante muito tempo, assim se divertiu com a galinha. Depois mandou a mulher para a cama e sentou-se perto da lareira, onde adormeceu, roncando alto.

Assim que ele dormiu, João saiu do forno, agarrou a galinha e fugiu com ela. Correu pela estrada até encontrar o pé de feijão, pelo qual desceu rapidamente.

Continua

 

 

 

 

Voltar