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FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA |
Hino Nacional cantado pelas tropas brasileiras na Catedral de Pisa,
sob bombardeio que pode ser percebido durante a gravação.
Salve Aqui
Instrução em San Rossore
Foto escaneada do livro "100 Vezes responde a FEB"
Marechal José Machado Lopes
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Uma Hora
Santa "O
11º RI na 2ª Guerra Mundial" |

A Chegada da
Correspondência
Foto escaneada do livro "A Luta dos Pracinhas"
Joel da Silveira e Thassilo Mitke
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A
Correspondência "O
11º RI na 2ª Guerra Mundial" |

Foto escaneada do livro
"A Luta dos Pracinhas"
Joel da Silveira e Thassilo Mitke
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O ANJO POSTAL O Serviço Postal aqui na frente está localizado em apenas duas salinhas repletas de caixotes e embrulhos. Lá dentro, dia e noite, estão o terceiro sargento Ivan Montezano de Matos, um rapaz de Jacarezinho, no Paraná; o cabo Antônio Alves de Souza, de Caçapava, em São Paulo; o cabo Eduardo Cardoso; o soldado Euclides Baglioli, de Curitiba e o soldado José Gonçalves Vieira Neto. São os donos da Seção do Correio. Há ainda a Seção Telegráfica onde trabalham o terceiro sargento Eudaro Mendy Ruiz (ele mora na rua Gustavo Sampaio, 58, no Leme, D. F.); o cabo Humberto David, rua General Caldwell 202, no Rio; o cabo Olavo Gomes Correia, rua Zamenhoff, 61, no Rio e o soldado Luiz Felipe Nery, rua da Passagem 230, no Botafogo. São apenas homens e soldados, se vestem como nós, comem nas horas do "rancho" e poderão, perfeitamente passar despercebidos numa multidão de pracinhas. Mas, às vezes é possível descobrir uma auréola de santo sobre a cabeça de cada um. E às vezes é também possível enxergá-lo como figuras demoníacas, com cauda, chifres e demais características de Satanás. O sargento Ivan, por exemplo, vira Santo Ivan quando nos recebe com um sorriso encantador e nos diz: "O senhor não é fulano? Pois aqui tem uma carta para o senhor". Amanhã Santo Ivan pode nos aparecer inteiramente transformado. Basta que qualquer um de nós, pracinhas, sargentos, tenentes, majores ou coronéis, estejam sem notícias de casa há mais de vinte dias e receba do sargento Ivan uma informação assim, rápida e fatal: "Não tem nada ainda para o senhor. Há quinze dias que não vem mala". Por estas duas salinhas passa toda a correspondência que vem do Brasil para a frente. A carta da namorada do pracinha, da esposa do tenente, do filho do sargento, dos nossos amigos, amados, parentes, rogos, incentivos, pedidos, tristezas, alegrias, notícias de nascimentos e de mortes, tudo. Os caminhões esperam na porta e distribuem tudo isto pela frente. A carta que veio de Guaratinguetá, por exemplo, passou pelo Rio, tomou lá o avião, saltou em Nápoles, de Nápoles seguiu para Livorno, de Livorno veio aqui para o Recuado. Do Recuado seguirá para seu destino certo: um ponto qualquer num ponto mais avançado da frente, um "foxhole", um "PC", um esquadrão de reconhecimento. Os envelopes se acumulam nos bornais ou nos largos bolsos dos fardamentos, e muitas vezes são relidos diariamente, como uma necessidade. Uma noite dessas eu estava num ponto qualquer da frente quando um grupo de soldados e um sargento voltava de uma patrulha. Estavam todos cansados e cobertos de neve. Alguém, então, avisou ao soldado: "Chegou uma carta para você". Os olhos do soldado brilharam muito e ele esqueceu todos os seus cansaços e frios. Nem chegou a tirar o pesado capacete: foi para um canto, perto do fogo, e ficou lá minutos e minutos, perdido nas acanhadas notícias que vinham de sua casa. O fogo derretia a neve que encharcava seu capote, havia lama grossa nos seus sapatos, mas aquele era um homem feliz. E já que falamos em cartas, citemos aqui um exemplo mais próximo e concreto: o exemplo deste pobre correspondente. Vinte e dois dias sem uma única notícia, e eis que hoje pela manhã o Santo Ivan mandou me avisar: "Tem uma carta para o senhor". Modestas e discretas linhas de um amigo não muito íntimo, apenas conhecido. Notícias gerais do Brasil, tudo muito enfarinhado. Mas é como se fosse um tesouro. O sargento Ivan está com a resplandecente auréola dourando sua cabeça de paranaense de Jacarezinho. Sobre recebimento ou não de cartas, aliás, já apareceu por aqui a paródia de um samba cuja letra ainda não consegui pegar direito. É mais um lamento triste do que uma caricatura alegre, já que não pode haver no front, pracinha mais desgraçado do que aquele que não sabe como vão as coisas em sua casa e sua terra. "A Luta dos Pracinhas" - Joel da Silveira e Thassilo Mitke |
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História de um Homem Simples
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