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FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA |
A SAÚDE DA FEB

Acudindo os feridos
Arquivo Diana Oliveira Maciel
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Os soldados do Serviço de Saúde estão entre os menos louvados. Para os expedicionários, eles nunca serão esquecidos. Eram soldados que combatiam sem armas, e que tinham a missão de resgatar, atender e transportar feridos para a segurança da retaguarda, muitas vezes sob fogo. Os padioleiros atendiam feridos brasileiros, americanos, ingleses, civis italianos e até mesmo soldados alemães. |

Evacuação de feridos após
a Conquista de Montese pela FEB
Foto escaneada do livro "A Verdade sobre a FEB"
Mal. Floriano de Lima Brayner

Enfermeiras, médicos e
sargentos do Corpo de Saúde da FAB
embarcam sob o comando do Tenente Dr. Luthero Vargas.
Foto escaneada do livro "E FOI ASSIM... que a cobra fumou."
Elza Cansanção
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NOSSO SERVIÇO DE SAÚDE FOI ASSIM... que atuou o serviço de saúde, que era dividido em três grupos. A chefia do Serviço de Saúde da FEB coube ao Coronel Dr. Emanuel Marques Porto. O da divisão, sob o comando do Coronel Gilberto Peixoto e o das unidades (regimentos e grupos). O da FEB, entretanto, era o órgão de cúpula, tinha sob seu comando todos os demais serviços de saúde, tais como o serviço dentário de próteses, laboratoriais, o de neuropsiquiatria e as seções hospitalares. Parece incrível que o serviço dentário tivesse que fazer 17 261 extrações, 8 329 obturações, 20 110 curativos e mais 500 radiografias. Funcionou o nosso serviço de saúde em uma linha de atendimento hospitalar de quatro tipos de hospitais. O geral, localizado à retaguarda, no nosso caso, era o 45th em Nápoles. O de estacionamento, como o 7th Station Hospital em Livorno, o de evacuação como o 38th, o 16th, e ao final da guerra o 15th. Bem próximo à linha de frente, encontrava-se o 32nd Field Hospital, ou seja, o chamado Hospital de Campo. Eram 25 leitos utilizados para o atendimento dos casos de máxima urgência, como os polifraturados, ferimento de crânio, arrancamentos de membros, etc. Estava instalado em Valdibura, no sopé do Monte Castelo. Embora fosse uma unidade americana, o seu comando foi entregue ao eminente Professor Alípio Correa Neto, que contou com uma equipe de eficientes enfermeiras brasileiras composta por Carmem Babiano, Juracy França Xavier, Neuza Braga, Jacira de Souza Góis e Altamira Pereira Valadares. Também integrava o pessoal do hospital uma equipe de médicos e enfermeiras americanas. Quando a situação apertava, como por ocasião dos grandes ataques, para lá seguia como reforço a Tenente Maria Aparecida França. (...) O 1º Grupo de Caça da FAB também levou seu Corpo Médico. Ficaram instalados no 12th Station Hospital na cidade de Tirrena-Livorno, muito próximo da base aérea de Pisa e de nosso 7th Station Hospital. Integravam a equipe seis enfermeiras: Isaura Barbosa Lima (chefe), Regina Cerdeira Bordalo (que havia sido Miss Pará), Ocimara Ribeiro, Judith Areas (a primeira enfermeira a morrer no pós-guerra, em 1954), Maria Diva Campos e Antonina de Holanda Martins. Da excelente equipe médica fazia parte o Dr. Lutero Vargas, filho do Presidente da República, Getúlio Vargas. E
FOI ASSIM... que a Cobra fumou |

Socorrendo soldado ferido
Arquivo Diana de Oliveira Maciel
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"É, a gente sente certas coisas. Que nem esse daí que foi ferido. Que ele gritava e chamava pai e mãe. E nós não podíamos ir no meio do fogo. Quando explodiam aquelas balas, elas faziam assim, aquelas arvorinhas elas cortavam, é como você passar uma serra, a mesma coisa. E ele chamava pai e mãe e a gente acalmava ele, calma, calma rapaz, você vai ficar bom, você vai ficar bom, e ele até mostrou a fotografia da filhinha dele pra mim, que a esposa tinha dado a luz e ela logo no dia seguinte que deu a luz, parece que ela, os parentes, mandaram a fotografia e ele me mostrou. Ele me perguntou se eu era casado. Eu falei não, eu sou noivo". Mario Este, 1º R.I. |

Hospital de Campanha
Arquivo Diana Oliveira Maciel
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Eu
chegava para pegar o cara e ele dizia: - "Ai, meu Brasil, que eu nunca mais
vou ver" Angelo Grinaldi, 1º R.I. |

Enfermeiros da FEB
Arquivo Diana Oliveira Maciel
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