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Lili
Marlene Versão
Brasileira
Quando certo
dia, deixei a minha Terra,
Para, no além mar, tomar parte na guerra
Contr' o tedesco combater,
Eu te deixei sem te esquecer,
A ti, Lili Marlene (bis).
No Panamá, mal pude te encontrar,
Pois para a luta, dispus-me a treinar.
Quanta poeira eu encontrei!
De sol a sol eu trabalhei,
Sem ti, Lili Marlene (bis).
Quanta surpresa e quanta alegria,
Tive na Pátria da Democracia.
Mas meu labor continuou,
E teu amor me acompanhou,
A mim, Lili Marlene (bis).
Vamos, Senta a pua! Eis o grito de guerra!
Vamos acabar co'a opressão da Terra!
Deixar-te-ei meu bem O.K.,
E não 'tou certo se voltarei,
Adeus, Lili Marlene (bis).
Quando na Itália, pronto pra lutar,
Neve e ração "C" eu tive qu' enfrentar,
Por toda parte onde eu andei,
Tão "poverina" eu encontrei
A ti, Lili Marlene (bis).
Volto à Pátria, com os louros da Vitória,
Após ter escrito u'a página na História.
Por ti a Paz eu conquistei,
E para o lar eu voltarei,
Contigo, Lili Marlene (bis).
Lili Marlen em gravação de Marlene Dietrich
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Vida nas
Trincheiras
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"Quando ficávamos de guarda nos foxholes mais avançados, durante os
meses de inverno, cada um de nós tirava uma hora de serviço e descansava três,
pois uma hora era o máximo que se podia agüentar com todos os sentidos em
alerta total. Para este tipo de serviço era necessário estar sempre em alerta
total. O soldado de serviço portava sempre uma arma automática.
As três horas de descanso, gastávamos em qualquer canto que pudéssemos
encontrar, ali mesmo nas posições, sem camas ou qualquer tipo de conforto.
Para me agasalhar, eu usava seis blusas de lã por baixo do field jacket
americano, um par de luvas de lã e por cima um par de luvas impermeáveis,ou
perderia a mobilidade nos dedos, por causa do frio intenso."
Antonio Amaru, 1º R.I.
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"Na
guerra,não sei se é o que você pensa, eu também pensava de forma diferente,
eu pensava que a guerra fosse, por exemplo, nós tamos aqui, o inimigo tá lá
então eles atiram de lá pra cá e nós atiramos daqui pra lá, né, todo dia.
Mas não era todo dia. Você não tinha essa idéia também? Então, eu tinha
essa idéia. Mas não é. É difícil você ver o inimigo. É tudo camuflado. Lá
nesse lugar que nós estávamos, Guanella, lá de noite era noite, agora, de
dia, lá tinha umas máquinas, pra queimar óleo, pra nós ficarmos no meio da
fumaça. Porque senão, os alemães, do alto do Monte Castello eles matavam nós
lá na trincheira que lá falava foxhole. Então pra nós era sempre
noite."
Américo
Vicentini, 11º R.I.
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"A
Torre di Nerone era uma montanha. Ali os americanos fizeram o alemão recuar,
mas ficou uma pequena distância de uns 50 metros que era o que nos separava. Lá
caíam 98 tiros de artilharia a cada 15 minutos, marcado no relógio. Permaneci
90 dias naquela situação, passei o inverno até que derreteu a neve. Eu era de
metralhadora de companhia de fuzileiros. A companhia de fuzileiros tem três
metralhadoras que ficam à disposição do comandante da companhia. O lugar mais
perigoso era onde eu ia. O atirador da 2ª peça adoeceu, foi para a retaguarda,
fiquei sozinho tomando conta das metralhadoras. Fiquei 90 dias sem tomar banho,
sem trocar de roupa e sem cortar a barba."
Ângelo
Martins, 6º R.I.
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"Foi
difícil o momento do front de inverno, né. Foi muito difícil para nós, que
somos acostumados com o calor, né. No front de inverno nós fazíamos aquelas
patrulhas, P.A., posto avançado, nós ficávamos no posto avançado ali era
dureza, sabe. Muitas patrulhas, fomos surpreendidos muitas vezes ali, mas
felizmente passamos, Deus que nos ajudou."
Geraldo de
Figueiredo, 1º R.I.
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"Nós
ficamos lá embaixo do Soprassasso, embaixo do Monte Cavalloro, o alemão por
cima e a gente por baixo, o alemão por cima e a gente por baixo, e veio o
inverno né, aí veio o inverno, aí o negócio piorou rapaz. Piorou porque o
negócio foi bravo, o inverno foi duro. Nós chegamos a pegar 20 graus abaixo de
zero. Aquilo lá era um troço de doer né, em frente o Soprassasso nós fizemos
o espaldão de metralhadora, cobrimos, fomos lá pra trás, tudo de noite,
cortava árvores, punha lá os troncos em cima, cobria com folha e terra, quando
chegava de manhã, ninguém via nada só ficava aquela abertura pra por a
metralhadora né."
João Stella,
6º R.I.
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"Foram
três meses na frente do alemão, assim a uns 40 ou 50 metros, e a gente só
punha a cara para fora, para ver se o alemão estava vindo, e ficávamos com o
fuzil ou a metralhadora na mira. Ficávamos em dois no buraco. De manhã saíamos
correndo no morro para pegarmos um pouquinho de café com leite e na hora que
descíamos eles também bombardeavam a gente. O meu colega, um goiano muito
corajoso, o Ferrugem, descuidou um pouquinho, e o alemão matou ele a tiro de
fuzil... a gente estava tão pertinho. Depois fui substituí-lo na trincheira
dele. Tinha um alemão morto bem na frente: depois quando nós avançamos eu vi
que o alemão estava todo minado, e noutro lugar, numa ravina, tinham uns 20 ou
30 alemães mortos, não sei nem se era alemão ou o que era".
Santo Torres,
6º R.I.
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Depoimentos e
fotos retirados do site
http://www.segundagrandeguerra.cjb.net
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"Quando
ocupa um posto de sentinela avançada, em que a solidão passa a ser um
sentimento até certo ponto aterrador, o soldado é sobressaltado pelas mais
diferentes sensações, que contribuem para modificar o seu estado de espírito.
O silêncio pesado da noite, na frente de combate, quebrado de quando em vez por
um tiro ou uma rajada de metralhadora, só serve para aumentar estas
sensações. No combate existe a movimentação, o ânimo de luta, o desejo de
avançar, que podem anular outros sentimentos antagônicos. Na vigília noturna
de um posto avançado, o homem está só com o seu medo e a sua incerteza, e com
a obrigação de permanecer na posição. Somente quem foi soldado de
infantaria, e que teve que dar esse tipo de guarda, pode aquilatar quanto podem
ser terríveis esses movimentos. O General Octávio Costa, em seu trabalho cujo
tema é a liderança em combate, narra, a título de ilustração, um episódio
ocorrido na frente do 11º RI: ' Havia um posto avançado, tão perigoso que só
podia ser guarnecido à noite por um grupo, e que ficou conhecido como GRUPO DA
PAÚRA (grupo do medo).'"
"A FEB
por um Soldado" Joaquim
Xavier da Silveira
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Um Herói nunca
morre!
Simples
História de um Homem Simples
As
Origens
Força
Expedicionária Brasileira
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A vida
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