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FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA |

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Segundo relatos de vários componentes da FEB, os alemães, na calada da noite, lançavam panfletos entre as tropas brasileiras, tentando arrefecer seu ânimo. Alguns desses panfletos foram conservados pelo General Tácito Theóphilo Gaspar de Oliveira, na ocasião, Capitão Comandante da Cia. do Quartel General. |

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Trago ainda do PC duas outras lembranças das últimas noites: são volantes que os nazistas deixaram cair sobre os pracinhas brasileiros no mês passado, quando a ofensiva das Ardenas lhes trouxe uma luminosa e efêmera esperança. O primeiro diz assim: "Brasileiros! A ITÁLIA, O INFERNO DE SANGUE, continuará a chupar o vosso sangue, como já sucedeu em Bombiana e Abetaia. O impiedoso frio invernal continuará a apoquentar-vos. Desde o dia 16 de dezembro a Alemanha encontra-se novamente no ataque. Nove divisões americanas foram para o diabo na frente ocidental, nestes últimos dias. E, além disso, ainda mais 1 000 carros blindados. O que vos espera na Itália, ainda vocês verão. A GUERRA CONTINUA". O outro é um convite amável, impresso a cores: "RADIO AURIVERDE ESTAÇÃO FEB. Ouça as canções de sua terra. Ouça a Voz da Verdade! Ouça RADIO Auriverde! Soldado brasileiro! Você quer saber o que acontece no Brasil? Você quer escutar músicas brasileiras, canções da sua terra, sambas, tangos e músicas de dança, maxixe e modinha? Ligue o seu rádio para ouvir a Estação Especial da FEB! A Rádio Auriverde irradia diariamente em transmissão especial para os soldados expedicionários brasileiros. Não esqueçam: das 13 às 13,45 horas no comprimento de ondas de 47,6 metros - 6.300 quilociclos". Já falei em reportagens anteriores sobre a Rádio Auriverde e os programas que os nazistas irradiam todos os dias. O noticiário telegráfico vindo do Brasil, é sem dúvida alguma, uma das obras-primas da quinta-coluna nacional. Mas nós também temos nossos prospectos e nossos volantes. Nada fica sem resposta e não necessito dizer aqui que nossos argumentos - argumentos, de quem está ganhando a guerra - são mais fortes e mais lógicos do que as ridículas considerações nazistas. Agora mesmo, aqui na frente foram colocados diversos alto-falantes, diante dos alemães. São enormes e poderosas bocas que todos os dias repetem verdades que eles já devem saber de cor: que nada mais adianta, que a guerra que estão fazendo é apenas uma guerra de desespero, e que a rendição é a única solução inteligente. Tais verdades reboam pelos Apeninos, se estendem sobre vales, casamatas, "foxholes" e posições do inimigo - música inexorável que se repete diàriamente como um canto fúnebre. "As
Duas Guerras da FEB" |

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Procuravam os alemães o efeito psicológico sobre os recém-chegados. E por isso também usavam, largamente, a granada de propaganda, que lançava, ao explodir, centenas de folhetos, nos quais estavam impressos veementes apelos à tropa brasileira para que voltasse ao Brasil, evitando os sacrifícios que fazia, no inverno inclemente que desconhecia. Em outros, zombavam os alemães da tutela que sofríamos dos americanos, alongando suas apreciações e conselhos até ofenderem as famílias dos combatentes brasileiros, que estariam sofrendo, no Brasil, inclusive atentados à sua honra e à sua dignidade, por parte dos americanos. Vários eram os modelos, alguns muito bem impressos e bem redigidos em português. Nossa Artilharia também foi dotada de alguns projéteis de propaganda, de origem americana, com os boletins redigidos em alemão. A tonica desses panfletos era o conselho reiterado, e bem explicado, aos soldados alemães, para que pressionassem seus Chefes a darem por encerrada a campanha, pois a derrota era fatal e inevitável e o desmoronamento estava iminente. Esses e outros artifícios, empregados para atingir psiquicamente os combatentes, não recomendavam o lado moral da guerra. O que se sentia era o afã de chegar, de qualquer modo e o mais rapidamente possível, à vitória, mesmo, que isso custasse a degradação, a mentira, a desmoralização, a traição e a chacina de populações absolutamente inocentes, como foi o caso de Nagazaki e Hiroshima, onde foram massacradas 400 mil pessoas, velhos, mulheres e crianças, que não participavam diretamente da guerra. "A
Verdade sobre a FEB" |
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A Rádio Clandestina "Eu e meus companheiros percorremos uma distância enorme para encontrar uma rádio clandestina, onde uma voz feminina incitava os italianos contra os brasileiros. Era um cabaré e nos misturamos aos outros freqüentadores, fazendo contato com uma italiana, por quem ficamos sabendo que a rádio clandestina funcionava no mesmo prédio onde essa minha nova amiguinha morava. Fomos até lá, batemos na porta e, ato rápido, colocamos o fuzil no peito do homem que nos atendeu. Depois, localizamos a locutora (brasileira), o seu amante, (oficial aviador italiano), e por último um outro elemento que lá se achava. Os três foram entregues ao Quartel General em Alessandria, onde ficaram detidos, incomunicáveis". Sgt. Antonio Maitinguer, da Cia. Policial Militar da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (DIE) - Depoimento a Mercedes Pacheco - "Odisséia e Vitória da FEB – 1ª Edição - 1981" |
Um Herói nunca
morre! Simples
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