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FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA |
ELES AINDA SENTEM ORGULHO DE SEU PASSADO!
General Plínio Pitaluga,
comandante do Esquadrão de Reconhecimento da FEB,
discursa em cerimônia no monumento aos mortos brasileiros em Pistóia - 1994.
Foto escaneada do livro "Cinqüenta Anos depois da Volta" - Octávio
Costa
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(...) o precioso elemento que viveu integralmente cada minuto dessa fase, foi o minúsculo Esquadrão de Reconhecimento, graças ao espírito ofensivo de seu heróico Comandante, o jovem Cap. Plínio Pitaluga, cuja audácia e ilimitada confiança nos seus comandados e nos seus frágeis carros de Reconhecimento (M-8) elevavam ao infinito sua capacidade de ação, trabalhando para toda a Divisão. No curso da jornada de 24 foram feitos muitos prisioneiros, fugitivos e extraviados das tropas em retirada. Em nenhum momento se registrou um encontro de envergadura. Ainda assim, nos quatro últimos dias tivemos uma baixa por morte e 56 por ferimentos, ao passo que o inimigo já deixara nesse mesmo espaço, 184 prisioneiros. Ao lado do esquadrão de Reconhecimento, é preciso destacar o extraordinário esforço e eficiente cooperação do 9º Batalhão de Engenharia que, além da reparação das rodovias destruídas pelos alemães, ainda colaborava, com os seus meios, na transposição dos cursos d'água pelas tropas em perseguição ao inimigo. O IV Corpo dispunha do concurso de nove Batalhões de Engenharia para atender as necessidades de suas Divisões. Todavia, na área em que operava a 1ª DIE, somente o nosso 9º BE provia o cumprimento de suas missões específicas. Não recorreu a nenhuma outra unidade, nem prejudicou o andamento das operações. Sua atuação foi impecável. Também a pequena 1ª Companhia de Transmissão esteve admirável na sua complexa missão. Apesar do malabarismo dos movimentos e dos espetaculares lanços do próprio QG Avançado da DI, numa profundidade de 80 kms., as comunicações nunca faltaram, mesmo com o Esquadrão de Reconhecimento na sua vertiginosa mobilidade. No fim da jornada de 25 de abril, a Divisão estava toda a frente, cerrando sobre o rio Enza. O novo lanço ia ser encetado, com o 1º Esquadrão de Reconhecimento à frente, para varrer o terreno entre os cortes do Enza e do Parma. "A
Verdade sobre a FEB" |

José Gonçalves e José Alfio
Piason, veteranos da FEB, observam estudantes italianos
em cerimônia pela paz em Abetone - 1994.
Foto escaneada do livro "Cinqüenta Anos depois da Volta" - Octávio
Costa
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Ostentando sobre os trajes civis condecorações e insígnias, alguns revelando, no andar manquitolado, as feridas do combate; todos envelhecidos, os ex-combatentes se fizeram presentes nos desfiles anuais de 7 de setembro, com os seus estandartes e com as boinas identificadoras das associações a que pertencem. E os moços que hoje os aplaudem ou apenas os vêem passar, entre irreverentes ou respeitosos, não têm memória para lembrar o caloroso desfile de despedida da FEB, a 24 de maio de 1944, ou a gloriosa chegada a 18 de julho do ano seguinte.
"Cinqüenta Anos depois da Volta" |

O vice-presidente Marcos
Maciel cumprimenta os ex-combatentes da FEB,
durante as comemorações pelo Dia da Vitória, em maio de 1995, em Brasília.
Foto escaneada do livro "Cinqüenta Anos depois da Volta" - Octávio
Costa
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Não bastam palavras, nem boas intenções e menos ainda providência e leis mal executadas. É preciso criar em nosso país, como foi criado em outros, uma ordem moral e material que não só ampare efetivamente os Ex-combatentes, mas proporcione e favoreça a possibilidade de novos combatentes que, com o mesmo espírito de sacrifício, acrescido porém de confiança dessa trágica experiência, possam vir a defender, com renovado ânimo, a integridade e a soberania do Brasil. Esperamos de Vossas Exas. o encorajamento dos que souberam ter coragem, o amparo dos que se mutilaram no sacrifício, o auxílio aos que a guerra reduziu a sua capacidade física e mesmo moral. Nada pedimos para os Ex-combatentes válidos e afortunados. Esperamos muito e tudo, através de nós, de nossa organização, que os poderes responsáveis criem um ambiente de confiança e de solidariedade humana, capaz de dar aos combatentes, sobretudo aos futuros combatentes, a segurança de que, após oferecerem a vida à Pátria, nela terão o direito de, com dignidade, poder viver, uma vez que por ela tiveram a honra de morrer." Osvaldo Aranha Filho, ex-pracinha e um dos dirigentes da Associação dos Ex-combatentes do Brasil, em visita à Câmara dos Deputados. |
Humberto de Alencar Castelo
Branco - um febiano na Presidência do Brasil.
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As Associações de Ex-Combatentes Ainda na Itália, nas vésperas do retorno, vários febianos já
cogitavam da idéia de, após o regresso ao Brasil, fundarem uma
associação que congregasse todos aqueles que tinham participado da
campanha. Era a origem do que seria a Associação dos
Ex-Combatentes do Brasil. A idéia prosseguiu, a associação foi
fundada em outubro de 1945 e sua primeira sede foi o antigo Silogeu
Brasileiro, na Avenida Augusto Severo, 4, Rio de Janeiro. A dispersão
súbita da FEB fez com que seus integrantes ficassem desarticulados.
No entanto, isso não ocorreu com os que, professando a ideologia
comunista, agregados em torno de líderes como Pedro Paulo Sampaio
de Lacerda, Salomão Malina, Jacob Gorender, entre outros, já
tinham estabelecido um trabalho sério, lançando as bases de uma
associação e de um Conselho Nacional de Ex-Combatentes. Nasceu
assim a Associação dos Ex-Combatentes com o germe do envolvimento
político-partidário, o que não era absolutamente o desejo da
grande maioria de ex-combatentes. Estes aspiravam a uma associação
destinada a lutar por leis de amparo aos ex-combatentes mais
necessitados, a manter viva a chama da FEB, seus ideais, tudo isso
respeitando a opção política ou ideológica de cada um. Seria,
como foi idealizada inicialmente, uma associação apartidária, sem
conotações políticas. Com a realização do 1º Congresso
criou-se o Conselho Nacional que seria o órgão máximo dos
ex-combatentes. Nos estatutos iniciais, foi incluído o direito de
filiação aos membros da Marinha de Guerra, por extensão da
Marinha Mercante. Essa decisão tinha certa coerência, pois esses
companheiros também haviam participado de comboios de guerra e
sofrido torpedeamento. Mas o assunto não foi bem estudado, e assim
ampliou-se demasiadamente o quadro social, passando os
ex-combatentes da FEB a serem minoria em sua própria associação.
Esse primeiro Congresso elegeu como Presidente o ex-pracinha Oswaldo
G. Aranha e como Vice, outro ex-combatente da FEB, Salomão Malina.
Com a Constituinte de 45-46, os partidos políticos foram
oficializados, inclusive o Partido Comunista, e os embates ideológicos
no meio do Conselho tornaram-se inevitáveis. A par disso, a direção
da Associação começou a tomar medidas de caráter político,
participando de forma ostensiva de alguns movimentos político-partidários
da época, sobretudo os de nítida tendência esquerdista. Não era
a intenção, nem o desejo dos que inicialmente levaram a cabo a idéia
de sua criação. Começou então a fase de não- comparecimento à
sede da Associação. O Presidente do Conselho Nacional, Oswaldo G.
Aranha, democrata convicto, renunciou ao cargo para não se tornar
joguete de um grupo de atuantes esquerdistas que insistiram em dar
uma forte conotação político-partidária ao Conselho Nacional dos
Ex-Combatentes. Nessa fase, vários ex-combatentes civis e militares
iniciaram negociações para encontrar uma fórmula de entendimento,
destacando-se particularmente o Tenente-Coronel João Carlos Gross,
que comandou um batalhão do 6º RI; o Major Henrique Cordeiro
Oeste, também comandante de batalhão do 6º RI na campanha da Itália,
e o ex-presidente do Conselho, Oswaldo G. Aranha. Eram três
ex-combatentes de posições políticas diversas: Gross, um militar
da ativa e Aranha, um civil - ambos francamente democratas convictos
- e o Major Oeste, deputado federal pelo Partido Comunista.
Procuraram um entendimento para não dividir a Associação de
Ex-Combatentes. Foi realizada uma reunião no Clube Militar sob a
presidência do Coronel Humberto de Alencar Castelo Branco. A reunião
tinha como objetivo, por parte dos militares da ativa presentes, a
fundação de outra associação, mas Aranha e Gross conseguiram
fazer valer a idéia de se tentar manter somente uma associação.
Essa reunião foi bem descrita por John W. F. Dulles, em sua
biografia sobre o Presidente Castelo Branco. Após longas negociações,
ficou acertada a criação de uma chapa única, tendo como
presidente o Coronel Castelo Branco. Marcada para outubro de 1947,
tudo indicava que a eleição seria tranqüila e meramente formal.
No dia marcado, Jacob Gorender, do Partido Comunista e ex-integrante
da FEB, no Regimento Sampaio, junto com o próprio deputado Henrique
Oeste, começou a trabalhar para uma outra chapa, tumultuando os
trabalhos. A reunião foi agitada, com momentos desagradáveis,
quando parte do plenário, insuflada pelos articuladores da outra
chapa, vaiou oficiais que comandaram a FEB, entre eles o General Zenóbio
da Costa e o Coronel Nelson de Mello. O ambiente ficou tenso, porque
o grupo da "Chapa Única" foi apanhado inteiramente de
surpresa mas, apesar de tudo, ganhou por estrita margem de votos. O
Coronel Castelo Branco foi eleito presidente de Seção do D.F. da
Associação dos Ex-Combatentes, que era a principal Seção e a
dirigente da Associação. A princípio, ele ficou furioso com Gross
e Aranha,. porque os dois insistiram em envolvê-lo em uma disputa
de caráter político, assumindo a Presidência da Associação em
um período conturbado. Tempos depois, o Coronel Humberto Alencar
Castelo Branco reconheceu que foi uma excelente experiência, pois,
acostumado somente ao trabalho no ambiente da caserna, ganhou como
presidente da Associação dos Ex-Combatentes uma nova visão dos
problemas, e teve que conversar e negociar com pessoas de ideologia
política e de comportamentos diversos do seu. Passado o período de
Castelo Branco, outros o sucederam, mas as articulações políticas
continuaram. Os ex-combatentes que não desejavam envolver-se em
militância política e partidária foram se desligando do quadro da
Associação, abandonando-a por completo. Houve nova tentativa para
despolitizar o Conselho Nacional e a Associação. O Presidente do
Conselho, o ex-combatente Pessoa de Andrada, insistiu em tomar posição
política. Um outro grupo, destacando-se entre eles os
ex-combatentes Moziul Moreira Lima, Meira Mattos, Luís Ribeiro,
Araquém, as enfermeiras Sílvia e Olímpia e novamente Oswaldo G.
Aranha, conseguiu destituir o Presidente do Conselho, que chegou a
entrar em Juízo contra a medida. Nessa fase teve destacada atuação
o Coronel Humberto de Alencar Castelo Branco, que já tinha deixado
a presidência da Associação, mas representava o Ceará - seu
Estado natal - no Conselho Nacional. Foi uma fase de atuação pouco
conhecida daquele que seria o Presidente da República. O então
Coronel Castelo Branco participou ativamente na luta para que a
Associação não assumisse nenhuma política partidária,
dedicando-se inteiramente à causa dos ex-combatentes, sem distinção
de credo ou filiação partidária. Feita nova eleição,
conseguiu-se eleger um Conselho sem qualquer ligação partidária.
Mas, nessa altura, já havia um cansaço e um desânimo por parte
daqueles que lutavam por uma só Associação, apartidária e
voltada para desenvolver uma política em prol dos ex-combatentes. A
cisão que a tanto custo tentou-se evitar, tornou-se inevitável. Em
16 de julho de 1963, 100 ex-combatentes, entre civis e militares,
fundaram o Clube dos Veteranos da Campanha da Itália; para ingresso
nesse clube havia uma condição obrigatória: o sócio tinha que
ser portador da Medalha de Campanha, o que a tornava uma Associação
somente de febianos. No dia 27 de agosto de 1963 foi criado o
Conselho Deliberativo que, por sua vez, elegeu a primeira Diretoria
do Clube, em 30 de agosto do mesmo ano. O Governador do então
Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, doou um prédio, à Rua das
Marrecas, 35, para sede da nova entidade. A entidade sofreu duas
alterações de nome: de Clube de Veteranos passou, em 3 de julho de
1969, para Associação dos Veteranos da FEB - AVEFEB; em 15 de
agosto de 1972, assumiu seu nome atual, Associação Nacional de
Veteranos da FEB (ANVFEB). A Associação tem hoje uma esplêndida
sede na Rua das Marrecas 35, onde, no andar térreo, há um pequeno,
porém, bem equipado museu, aberto à visitação pública. A
construção dessa sede tem uma história de sacrifício e abnegação
por parte de vários ex-combatentes que, na época, foram diretores
da Associação. De um velho imóvel de dois andares em condições
precárias, existe hoje um prédio denominado "Casa da
FEB", cuja construção teve as seguintes etapas: "A
FEB por um Soldado" |
Impossibilitados, devido à idade avançada,
de marcharem no chão, pracinhas da FEB do Ceará
apresentam-se sobre uma viatura militar, no desfile de 7 de setembro de 2008.
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Os
Veteranos da FEB e a Sociedade Brasileira |

Ex-combatentes de
Fortaleza-Ceará, no 63º aniversário da Tomada de Monte Castelo
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Solenidade
alusiva ao 63º Aniversário Nesta manhã, um dos maiores feitos da Força Expedicionária Brasileira na 2ª Guerra Mundial, a Tomada de Monte Castelo, foi comemorado em cerimônia militar na sede da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira (ANVFEB)- Regional Fortaleza -, relembrando, pela 63ª ocasião, atos de bravura e heroísmo protagonizados por soldados brasileiros em solo europeu, testemunhados pelo mundo inteiro. A cerimônia foi presidida pelo General de Divisão Sergio Domingos Bonato, Comandante da 10ª Região Militar (10ª RM), e contou com a presença do General de Exército Tácito Theóphilo Gaspar de Oliveira que, durante aquele conflito, comandava a Companhia de Comando da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (Cia Cmdo 1ª DIE); do General de Divisão Francisco Batista Torres de Melo e do General de Divisão Théo Espíndola Basto, antigos comandantes da 10ª RM; do General de Brigada Luciano Salgado Campos e do General de Brigada Ary Silvio Tomaz Nunes; do Coronel Mauro Fernando Aragão Mendes, Chefe do Estado-Maior da 10ª RM; de oficiais do Comando Regional; dos comandantes, chefes e diretores das organizações militares sediadas em Fortaleza; e de grande presença de pracinhas e ex-combatentes com seus familiares. Cabe ressaltar a alegria demonstrada pelos febianos ao verem sua sede totalmente recuperada, fruto de um excelente trabalho realizado pelo 23º Batalhão de Caçadores - Batalhão Marechal Castello Branco -, com obras de pintura geral, reforma da infra-estrutura de alvenaria, revisão das instalações elétricas e hidráulicas, limpeza da área externa, instalação de equipamento de informática, reforma na galeria de ex-presidentes e presidentes de honra do museu, renovação do quadro de sócios, pintura e reorganização do museu, etc. A cerimônia constou de recepção ao Cmt 10ª RM; toque de presença de ex-combatente; hasteamento do Pavilhão Nacional; canto da Canção do Expedicionário; leitura de documento alusivo ao evento, de autoria do Capitão Alfredo Rolim Pereira, do 52º Centro de Telemática, vencedor de concurso realizado no âmbito das organizações militares sediadas em Fortaleza; aposição de uma corbelha de flores no busto do Marechal Mascarenhas de Moraes, Comandante da FEB; palavras do Gen. Tácito; e palavras do Gen. Bonato. Em suas palavras, o Gen. Tácito, aos 94 anos, sob forte emoção, revivendo seus tempos de capitão à frente da Cia Cmdo 1ª DIE, testemunhou a coragem, abnegação e o senso de patriotismo do soldado brasileiro naquele combate. Após a solenidade, os febianos e convidados visitaram as instalações da ANVFEB e participaram de um café da manhã. Fortaleza,
21 de fevereiro de 2008 |

Solenidade comemorativa do Dia
da Infantaria - Fortaleza, CE.
General de Exército R1 Tácito Theóphilo Gaspar de Oliveira, com 93 anos de
idade, Ex-Ministro Chefe do EMFA,
comanda o tradicional “Desfile da Saudade”, composto de militares da ativa e
da reserva. http://www.exercito.gov.br/revista/Materias/2007/06jun07/23bc.htm
Um Herói nunca morre!
Simples
História de um Homem Simples
As
Origens
Força
Expedicionária Brasileira
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l 97
l 98 l 99
l 100
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Homenagens
aos Heróis
Saudade
A vida
felizmente pode continuar...
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