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FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA |
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Iorio Adami |
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Nasceu em 11 de julho de 1921 na cidade de Guaxupé, Minas Gerais, filho de Maria Nardi Adami e Natalino Adami. Sua mãe era filha de fazendeiros imigrantes italianos e, seu pai, italiano nascido em Castelnuovo di Garfagnana, província de Luca. Duas de suas irmãs ainda vivem: Esther Thereza Adami e Wanda Paschoalina Adami. Casou-se com minha mãe, Mafalda Barreiros Adami, em 22 de setembro de 1947, e tiveram dois filhos: eu, Fausto Iorio Adami em 15 de novembro de 1948 e meu irmão, Pedro César Adami, em 23 de outubro de 1951.
Logo criança, veio estudar em colégios internos de São Paulo, primeiro no Liceu Coração de Jesus e a seguir no Colégio São Bento, onde concluiu o segundo grau. Estudou na Universidade de Minas, em Ouro Preto e apesar de ter cursado mineralogia, nunca exerceu esta profissão. Na própria cidade de Ouro Preto, descobriu sua vocação por pinturas e desenhos, executando "in loco" vários desenhos em "bico de pena" (desenho à tinta nankin). Exerceu a profissão de projetista de arquitetura na qual foi otimamente bem sucedido.
Quando ainda estudante, foi convocado pelo Exército Brasileiro a participar pela FEB, "Força Expedicionária Brasileira", da Segunda Grande Guerra Mundial. Embarcou para a Itália em 06 de outubro de 1944, no 2º Escalão, sendo incorporado ao 9º Batalhão de Engenharia (hoje sediado em Aquidauana-MS), permanecendo nele até 24 de julho de 1945. Seu batalhão foi transportado pelo navio americano General Meig, e escoltado pela marinha americana até Nápoles, Sul da Itália, e através de barcaças até Livorno.
De lá, foram através de caminhões e a pé para Pisa, Camaiore, Monte Prano, Fornaci, Porreta Terme, Bolonha, Formigene, Piacenza, Cremona, Parma, Collecchio, Fornovo, Zocca, Montese e finalmente Monte Castelo, (itinerário provável) onde renderam os alemães. Meu pai era radio telegrafista e caça minas. Percorria os trechos em patrulhas, na linha de frente, limpava os terrenos de minas explosivas e construía pontes para a penetração da infantaria, além de fornecer a localização do inimigo para a artilharia. Nesta jornada perdeu muitos colegas e amigos em confrontos, minas terrestres e morteiros da artilharia inimiga.
Em 13 de agosto de 1945, retornando da Itália, trazidos pelo navio "Pedro II" do Loyd Brasileiro, os pracinhas desembarcaram no porto do Rio de Janeiro, sendo recepcionados pelos chefes de estado e familiares. No caso de meu pai, foi recepcionado pela minha mãe, ainda sua noiva, a irmã de mamãe Lourdes e seu tio Luiz, irmão de vovó. Os seus pais não puderam comparecer porque uma de suas irmãs, a Wanda, estava gravemente doente, com a febre tifo, muito grave na época.
Graças ao bom Deus voltou ileso, sem nenhum
ferimento, somente tendo ferido o coração, da tristeza de presenciar
tantos horrores da guerra.
Após o término da guerra, teve que se submeter a tratamento
psiquiátrico; felizmente se recuperou, conservando apenas algumas seqüelas, como seu
sistema nervoso que era extremamente abalado. Texto de Fausto Iorio Adami |
Minha Homenagem
Iorio
Adami era um mito para mim e meus irmãos. Papai, sempre que relatava suas vicissitudes
na Itália, referia-se a esse companheiro de lutas. Destacava a avidez com
que absorvia os conhecimentos matemáticos do amigo, distração das horas difíceis
e perigosas, repletas de terríveis acontecimentos cujas lembranças
ficariam indelevelmente registradas em sua vidas. Embora muito unidos na
Itália, afastaram-se após o retorno ao Brasil, seguindo independentes a
sua trajetória particular. Nos seus últimos anos, preso ao leito por uma
doença cardíaca severa, papai me manifestou o desejo de reencontrar o
antigo companheiro, mesmo
que por telefone. Tentei localizá-lo, mas infelizmente soube que Iorio
Adami falecera no ano anterior. Papai ficou desconsolado e, face a sua
tristeza, lamentei não ter pensado nessa busca antes... Após o falecimento
de papai estabeleci contato com Fausto Adami que gentilmente me presenteou
com imagens e textos conservados por seu pai. Emocionei-me ao assistir um vídeo
de Iorio Adami discorrendo sobre a Segunda Guerra. Pareceu-me estar revendo
um parente próximo, um tio muito querido. Lamento não ter conhecido
pessoalmente esse homem que foi tão significativo na vida de meu pai.
Entristeço-me pelo fato dos dois não terem se reencontrado. Tenho certeza
que onde quer que eles estejam devem ter reatado seus laços de amizade e
velam por nós, pela Pátria e pela Democracia que defenderam nos campos
minados da Itália, com sua coragem e honestidade juvenil.
Maria
Auxiliadora M. G. Vieira
Homenagem
ao Amigo
A família
de Iorio Adami presta homenagem ao seu grande amigo e companheiro na Campanha
da FEB na Itália, GERALDO MOTA. Infelizmente, por motivos contrários as
suas vontades, perderam contato após a guerra, mas nunca esqueceram dessa
amizade em suas memórias. Tenho certeza que agora se encontraram, juntos
com Deus por toda a eternidade. Agradecemos a sua filha, MARIA AUXILIADORA,
que proporcionou esta magnífica lembrança, que se não fosse por ela nunca
teria existido.
Fausto
Iorio Adami
As fotos
dessa página pertencem ao arquivo de Fausto Iório Adami
Um Herói
nunca morre! Simples
História de um Homem Simples
Familia
Adami em 1939 - Guaxupé, MG.
Da
direita para a esquerda: Iorio Adami falecido em 22/06/2000; seu tio Domenico
Adami, irmão de seu pai, nascido em 22/04/1889 e falecido solteiro em 03/03/1964; sua mãe Maria Nardi Adami
falecida em 1984; seu pai Natalino Adami, nascido em 24/12/1895 e falecido em
28/01/1959; sua irmã mais
nova Wanda Paschoalina Adami nascida em 20/04/1930; sua irmã Esther
Thereza Adami, nascida em 25/01/1924 e falecida em 23/06/2006. Ambas as irmãs
permaneceram solteiras.
As
Origens
Força
Expedicionária Brasileira
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Homenagens
aos Heróis
Saudade
A vida
felizmente pode continuar...
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