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A Jornada da Independência
2007 marca os 185 anos da Independência do Brasil e o Vale do Paraíba em São Paulo foi a única região que participou diretamente dos acontecimentos que culminaram com a separação do Reino do Brasil do Reino de Portugal, no dia 7 de setembro de 1822. Andréia Auxiliadora Marcondes de Paula |

Pintura
de Pedro Américo, considerada uma alegoria,
pois D. Pedro e sua Guarda de Honra viajavam no lombo de mulas.
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O
fato havia sido precedido por manifestos do mês
anterior, de Gonçalves Ledo, José Bonifácio e do próprio
príncipe regente, que reconheciam a autonomia do Brasil
em relação a Portugal. D. Pedro estava em viagem a São
Paulo quando recebeu correspondência do Rio de Janeiro
informando-o das decisões das cortes reunidas em
Lisboa, que em tudo contrariavam os interesses da
liberdade de comércio e de decisão política da elite
econômica e do governo instalados no Rio de Janeiro. Assim, ao receber as informações, próximo ao córrego
do Ipiranga, segundo relatos de integrantes da comitiva
real, Dom Pedro foi tomado de profunda irritação,
declarando: “Pelo meu sangue, pela minha honra,
pelo meu Deus, juro fazer a liberdade do Brasil”.
(Revista Nossa História, n° 35).
A
Jornada da Independência
A
comitiva de Dom Pedro I saiu do Rio no dia 14 de agosto
de 1822 e a primeira parada dos cavaleiros foi na
fazenda chamada Santa Cruz. A segunda foi em São João
Marcos, na fazenda Olaria. No terceiro dia de viagem
chegaram à fazenda Três Barras, em Bananal. No quarto
dia passaram pela Fazenda Pau D’Alho em São José do
Barreiro e seguiram para Areias e, no quinto dia a
comitiva chegou ao Rancho do Meira, na Vila de Nossa
Senhora da Piedade de Lorena. No sexto dia os cavaleiros
apearam em Guaratinguetá. No dia 20 de agosto (7° dia
de viagem) a comitiva seguiu para Vila Real de Nossa
Senhora do Bom Sucesso de Pindamonhangaba. “A uma pequena distância do povoado de Nossa
Senhora da Piedade de Roseira (Roseira Velha), parou
para descansar e trocar as montarias à sombra de uma
monumental figueira” (Pasin), que ainda se
encontra na Fazenda Boa Vista. No oitavo dia, a comitiva
foi recebida pela população da Vila de São Francisco
das Chagas de Taubaté. No dia 23 de agosto, pousou o Príncipe
em Mogi das Cruzes. No dia 24, pousou na povoação da
Penha e no dia 25 seguiu para São Paulo. Segundo o
pesquisador Francisco Martins dos Santos, em sua obra
conjunta com Fernando Martins Lichti “História de
Santos/Poliantéia Santista” (Ed. Caudex Ltda., São
Vicente/SP, 1986), quando D. Pedro I entrou em território
paulista, todas as cidades do Vale do Paraíba, a partir
de Bananal e Lorena, esperavam-no com luzidas representações
de cavaleiros da melhor nobreza que se juntaram à
comitiva e que o festejavam como futuro Imperador do
Brasil. Em São Paulo, Dom Pedro conheceu a mulher “que
mudaria seu destino de homem e de Príncipe: Domitila de
Castro Canto e Mello” (Pasin), a Marquesa de
Santos. Dona Leopoldina sempre soube das infidelidades
do esposo, mas de todas as amantes, nenhuma pode ser
comparada a Domitila (Revista Nossa História n° 11).
No dia 5 de setembro Dom Pedro e sua comitiva partiram
para a cidade de Santos, com a finalidade de fiscalizar
as obras nas fortalezas e visitar familiares de José
Bonifácio de Andrada e Silva. Enquanto isso, no Rio de
Janeiro, na manhã do dia 2 de setembro, reuniu-se o
Conselho de Estado, sob a presidência da Princesa
Leopoldina e foi decidido que se enviasse um mensageiro
a São Paulo, incentivando o Príncipe a separar o Reino
do Brasil do Reino de Portugal (Pasin). No entardecer do
dia 7 de setembro, às margens do Ipiranga, o príncipe
ao receber as informações, declarou a Independência
do Brasil. Do
Rio de Janeiro De
São João Marcos De
Resende De
Areias De
Guaratinguetá De
Pindamonhangaba -
que não testemunharam o episódio do Ipiranga: Antonio
Salgado Silva (depois Visconde da Palmeira), Cândido
Marcondes Ribas, José Romeiro de Oliveira, Rodrigo de
Oliveira Bueno de Godoi Moreira, Manuel Marcondes do
Amaral e Antonio de Oliveira César, somando 16 membros;
De
Taubaté De
Paraibuna De
Mogi das Cruzes
Proveniente
do Rio de Janeiro, o comboio com os restos mortais de D.
Pedro chegou em Pindamonhangaba às 15 horas do dia 2 de
setembro de 1972, na estação da Rede Ferroviária
Federal (atual MRS-Logística).
Em São Paulo, D. Pedro foi sepultado na cripta do
Monumento do Ipiranga, ao lado da primeira esposa, a
Imperatriz Leopoldina e da segunda esposa, a Imperatriz
Amélia. Como podemos notar, foi bem significante a
participação do Vale do Paraíba nesse importante episódio
da nossa história.
Texto de Andréia
Auxiliadora Marcondes de Paula
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Referências Bibliográficas:
FILHO,
Francisco Piorino. “Os Pindamonhangabenses da Guarda de
Honra do Príncipe D. Pedro”. SP. João Scortecci
Editora. 1989. PASIN, José Luiz. “A Jornada da Independência”. Guaratinguetá. Vale livros. 2002. Revista Nossa História, n° 35 - setembro/2006 e n° 11 - setembro/2004 – Editadas pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. SALLES, João Laerte. “Pindamonhangaba no grito do Ipiranga”. Caderno do Lions Clube. 1986. Agência Câmara - http://www2.camara.gov.br/homeagencia/materias.html?pk=97162, acesso em 08/10/2007. Pinda Vale - http://www.pindavale.com.br/historiasecausos/textos.asp?artigo=17, acesso em 03/09/2007. Cronologia biográfica de D. Pedro I disponível em: http://www.museuimperial.gov.br/arvore_dpedroI.htm, acesso em 03/06/2007. As fotos do cortejo com os restos mortais de D. Pedro I pertencem ao acervo do IEV – Instituto de Estudos Valeparaibanos. Local: Pindamonhangaba |

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