| O
nó da cana caiana
Coisa
de criança. Bons tempos aqueles da
calça curta, do breque e do fincão.
Assobiando, ia e vinha para a escola, de bornal
a tiracolo; às vezes, o
material era transportado no
bagageiro de uma "Hércules",
quando meu irmão se encontrava ausente.
Tinha dia que no meio do
caminho o bornal servia de uma
das traves de um gol, num racha relâmpago
de meia hora, ou aproveitava-o para enchê-lo de goiaba, manga e araçá.
Num piscar de olhos encontramo-nos na dobra
do tempo, de pijama, cabelos brancos e
pés de galinha.
Então paramos, refletimos e
volvemos ao passado. Com olhar
fixo no vazio e riso de canto de boca,
somos despertos pelo barulho da
cidade grande. Acordamos, porém
alguns acontecimentos dos tempos longínquos que
permanecem gravados; algum
dia eles voltam, como se
tivessem traspassando agora,
como esse: |
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