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 PERDÃO, BANJINHO QUERIDO!
Madrugada de julho! Frio dos
brabos, lá pelos idos de 1938! Término de mais um baile, no Cassino dos
Oficiais, ao tempo das "vacas gordas" , quando imperava a fartura dos
"comes-e-bebes", tanto para os participantes da festa, quanto para os músicos.
Como já foi dito, porém, estes gostam de levar alguma coisa "pra mamãe".
Encapotados, friorentos, os componentes do conjunto musical vinham conversando,
linha abaixo. Ao transporem o arco de ferro então existente nas imediações da
Estação da Estrela, um dos músicos (J.A.) adiantou-se rápido dos
companheiros, até uma Santa Cruz colocada à beira da via-férrea.
Aproximando-se os companheiros, encontraram-no ajoelhado, todo contrito, banjo
de um lado, estojo de outro. E o dito cujo rezando e pedindo perdão, não a
Deus por alguma falta grave cometida, mas ao instrumento musical pelo sacrifício
supremo a que ficara sujeito, ao relento, naquela fria madrugada. É que o
estojo do banjo fora ocupado para outra coisa: estava cheio de pastéis e
suspiros!
Autor: João Vieira Soares Fonte: "Piquete de meus
Amores" de José Palmyro Masiero Página formatada em 22 ago
2004
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