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PIQUETE - CIDADE PAISAGEM |

No dia de sua posse na Academia de Letras do Vale do Paraíba, São Paulo
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Alma sensível, espírito de luz, Maria Augusta Beraldo Leite Mota nasceu em Piquete no dia 18-02-1930, filha do Sr. Horácio Pereira Leite e Dona Maria de Lourdes Beraldo Leite. Casada com o professor e musicista Geraldo Sílvia Mota, teve o lar enriquecido com seis filhos e vários netos. Mulher de fibra, Mariinha é uma das maiores representantes femininas piquetenses no campo cultural. Professora, ajudou na educação de muitas crianças e jovens. Poetisa, trovadora, declamadora e ensaísta, sempre se dedicou com entusiasmo e lucidez ao ofício de escritor. Desde menina mostrou pendor para a oratória. Fez da palavra instrumento para expressar sua sensibilidade e reflexões diante do espetáculo da vida. Ainda criança, em 1939, saudou o Presidente da República Getúlio Vargas, quando de sua visita à Fábrica de Pólvora de Piquete. Sempre trabalhou em prol dos necessitados e em obras assistenciais. Foi uma das fundadoras da Rede Feminina de Combate ao Câncer e da Lira da Juventude Piquetense.
Grupo
Escolar "Antonio João" - instantâneo de seu cotidiano - setembro de 1961 É detentora de grande número de prêmios em poesia e prosa, nacionais e internacionais. Foi eleita pela revista belga "Poemas" para o seu "Tableau D'Honneur - 1982", como uma das seis intelectuais brasileiras de maior renome internacional. Publicou diversas obras, muitos trabalhos traduzidos para o francês, inglês, espanhol e grego. São composições de sua lavra: Ascese (sonetos), Ascetério (poemas), Acendalhas (poesias infantis), Vida Afora (trovas), Per Viam Vitae (trovas), Três Artistas Baipendianos (biografias), Res Non Verba (crônicas), Filipe II e sua História (romance) e Bárbara Heliodora e a Inconfidência (estudo histórico).
Lançamento
do seu livro de trovas "Vida Afora". Ao seu lado, da esquerda para a
direita, o Maestro Antonio Camargo e Salvador de Souza. Figura nas seguintes antologias: Trovadores do Vale, Crônicas de Barra Mansa,
Poetas Valeparaibanos, Roteiro Biobibliográfico da Poesia Feminina no Brasil,
Anuário de Coletânea de Trovas Brasileiras - 1978 e 1979, Poetas do Brasil -
1977, 1978 e 1979, A Trova no Brasil, Escritores do Brasil - 1978 e 1979, Coletânea
de Contos e Poesia e Dicionário Conciso de Autores Brasileiros. Pertence a diversas associações culturais: Academia de Letras do Vale do Paraíba,
cadeira número 27, patronímica de José de Anchieta; Academia de Letras de
Uruguaiana, Academia Internacional de Letras "Três Fronteiras"
(Brasil, Argentina e Uruguai), Academia de Letras da Fronteira Sudoeste do Rio
Grande do Sul, Academia de Trovadores da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do
Sul, Associação Uruguaianense de Escritores e Editores, Academia Internacional
de Heráldica e Genealogia, Academia Internacional de Ciências Humanísticas e
Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana. Detentora das seguintes láureas: onze medalhas de ouro e prata e inúmeros
diplomas conquistados em concursos de declamação no Vale do Paraíba e Sul de
Minas, diploma de Honra ao Mérito do Instituto Histórico e Geográfico de
Uruguaiana, diploma e medalha "Mérito Cultural - 1978" da Federação
de Academias do Sul do País, diploma e medalha "Mérito Cultural -
1979", da Academia de Trovadores da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul
e Troféu Evangelina Cavalcanti - Recife, Pernambuco. Embora culta e voltada para a arte literária, Mariinha Mota nunca perdeu a
simplicidade. Sempre viveu em Piquete, cujo povo e paisagem foram-lhe, muitas
vezes, motivos de inspiração. Nossas homenagens a Mariinha se devem a seus valores literários, espirituais e
principalmente pelo trabalho de divulgação de nossa cidade de forma brilhante
e criativa. |
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Minha Homenagem Mariinha Mota, apesar de
seus inúmeros títulos e prêmios, sempre considerou, como expressão máxima
de sua missão na terra, cuidar das crianças, carentes ou não, que eram
colocadas aos seus cuidados, como professora primária. Formada em Pedagogia e
Letras - inglês e português - nos seus últimos anos de magistério atuou como
professora de segundo grau. Afirmava, contudo, que sua maior satisfação
profissional acontecera entre as crianças do Grupo Escolar "Antônio João",
onde labutara toda a sua vida. Meu maior orgulho, em relação a minha mãe
querida, não se deve às honrarias e distinções obtidas, mas ao seu
trabalho anônimo e fecundo como professora primária. Se todas as pessoas
executassem suas tarefas com a mesma dedicação e seriedade, o nosso país
seria melhor. Não são os prêmios que constroem mas o trabalho persistente e
honesto do dia a dia. Isso eu aprendi com ela, sem que precisasse falar - apenas
atuando no seu cotidiano. Mamãe, este o seu maior destaque: ter contribuído
para a formação e educação de cidadãos brasileiros. Dona Mariinha, que Deus
a abençoe. |
OBS. As fotos dessa página pertencem ao Arquivo de Maria Auxiliadora Mota Gadelha
Vieira
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